Como queimar seu nome ou sua marca nas redes sociais em apenas 5 passos

julho 10, 2009 by

redes sociais

1. Adicione centenas de pessoas no Twitter, mesmo sem conhecê-las;
2. Entre em todas comunidades possíveis do Orkut e responda todos os Fóruns;
3. Envie mensagens diretamente para os blogs pedindo para falar sobre você ou sua marca;
4. Faça diversos posts no Facebook durante todo o dia;
5. Coloque sempre frases idiotas no seu perfil do MSN.

Pronto! Viu como é fácil?

Esses passos são baseados meramente em fatos fictícios, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência =)

Michael Jackson e a mídia

julho 8, 2009 by

Tradicionalmente, grandes acontecimentos seja mundiais ou nacional impactam positivamente a audiência da TV. Ontem, infelizmente, nos despedimos do Michael Jackson numa velório-cerimônia-show-ao-vivo com a presença de celebridades e artistas. Quando comparamos a audiência normal do horário quando a de ontem, instintivamente pensamos que houve picos… ledo engano… continuamos com os números normais do horário, algo em torno de 18 e 19 pontos em nosso principal canal de TV. Tenho a percepção que quem viveu o artista na década de 80 estava trabalhando e quem estava em casa não tinha a lembrança dos moonwalkers e “uhuuus”. O que acontece? A internet sofreu grande impacto em sua audiência, isto é, estávamos trabalhando e acompanhando online as últimas da despedida. Segue uma apresentação com alguns números (cenário EUA) do meio.

Sobre jesuítas e índios

junho 17, 2009 by

Costumo brincar com as pessoas que frequentemente sinto que na verdade meu cargo ou profissão poderiam ser melhor definidos como se eu fosse um jesuíta, pois na verdade o trabalho com comunicação na web ainda é um trabalho evangelizador, em que você tem que tentar convencer seu interlocutor de que existe um mundo diferente daquele que ele está acostumado a crer, que existe uma nova verdade em que a salvação de sua alma estará garantida, desde que sua alma se converta para a religião única do deus salvador está nos servidores do mundo.

n997bE o mais interessante nessa análise é constatar que o discurso foi mudando com o tempo. No início, os meios “tradicionais” eram definitivamente o caminho mais curto para o inferno. Com o tempo e experiência, eu mesmo comecei a enxergar que na verdade o sincretismo “religioso” poderia me dar uma visão mais ampla e real do mundo: não se vive apenas na internet. Internet é só uma plataforma. Assim, em mais tempo ou menos tempo, não fará mais sentido dividir os meios de acordo com as categorias que temos hoje – jornal, tv, revista, rádio etc – já que todos estes meios de um jeito ou de outro migrarão para a web. Logo, o que faz sentido (na minha visão atual) é buscar identificar o comportamento das pessoas no consumo de conteúdos e não necessariamente de meios.

O velho discurso de que o “jornal, revista, rádio ou tv vão morrer” não vale mais. O que provavelmente veremos em breve é o fim do calhamaço de papel que conhecemos por jornal chegar em casa todos os dias pela manhã. A redação, contudo, continuará lá. E isso é o que importa: a produção de conteúdo permanecerá existindo, obviamente também impactada pela emergência de novas tecnologias, hábitos e usos das pessas, mas ainda assim, será uma redação de jornal sem que exista necessariamente um fechamento da edição pra mandar pra rotativa diariamente.

Nesse sentido, a popularização das tecnologias mobile tendem a ser um dos mais eficientes mecanismos de conversão dos hábitos de consumo dos meios para um só: aquilo que você quer ver/ler/ouvir a hora que for, do dia da semana que for. Assim, mais um pradigma do planejamento de mídia “tradicional” também tende a se vaporizar com o tempo: o conceito de grade de programação, em que a audiência só tem acesso a um determinado tipo de conteúdo numa determinada hora de um determinado dia da semana.

All your base are belong to us!!! =^D

Por isso – e por muitas outras que devemos falar aqui neste blog -, meu irmão, busque a conversão rapidamente. Esqueça o compartilhamento de conteúdo por plataformas de distribuição. Tudo será guardado nas nuvens do firmamento, para acesso a qualquer hora e qualquer lugar. Amém.

Produtoras ou Agências?

junho 15, 2009 by

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Por muitas vezes me pergunto quando este mercado “online” tão novo e ainda em formação resolverá os limites frouxos, cinzas e apagados da passagem do bastão da agência para a produção, bem como o caminho de volta, da produtora para a agência.

Quando olhamos para outras relações equivalentes e que deveriam e podem perfeitamente servir como ponto para extrapolarmos, ou seja, na tradicional interação entre agências e produtoras sejam elas de vídeo, áudio ou outro suporte qualquer, a possibilidade das segundas irem diretamente ao cliente das primeiras oferecendo benefícios e vantagens de um serviço sem gerenciamento e intermediação é remota.

No mundo “online”, com uma rápida passada de olho no mercado, encontramos alguns absurdos de mini/micro/nano-produtoras exercendo o papel de agências. Também nos deparamos com trabalhos muito bons do ponto de vista criativo, tecnológico e de interface das nanos, porém nem sempre alinhados com os objetivos de mercado e comunicação pensados sob uma estratégia de marketing e negócios do cliente.

Quando pensamos em mídia, essa relação é totalmente desequilibrada.

Em relação à pesquisa de mídia. Por muitas vezes grandes compradoras de pesquisas de mídia do país são substituídas por nanos que sequer possuem pesquisas referentes ao meio internet, mesmo que não tenhamos muitas opções, mas deveria ser obrigatória a assinatura de pelo menos uma ferramenta que apresente níveis de audiência e perfil do internauta.

Por muitas vezes sequer existe uma equipe de mídia (ou pelo menos um profissional da área) que garanta o embasamento técnico do trabalho a ser desenvolvido e veiculado com o investimento do cliente. Este trabalho que é por muitas vezes terceirizado, deixando o cliente exposto, afinal terceiros não são exclusivos.

Minha última crítica refere-se ao modelo comercial muitas vezes adotado. Por tratar-se de empresas em sua fase inicial, com equipes diminutas, instalações “alternativas” e que ainda não contam com grandes recursos, adotam políticas comerciais extremamente agressivas em detrimento ao mercado qualificado e seguidor das normas padrão da atividade publicitária.

Entendo que a geração de fluxo de caixa por meio de investimento em mídia é extremamente atraente e traz uma alavancagem interessante para o negócio quando comparado à produção de peças ou sites. Mas quando se abre uma produtora não é com o intuito de produzir? Então por que buscar o crescimento do negócio em outras disciplinas que não estão sequer em seus contratos sociais?

Espero que este seja um período de acomodação e que em breve possamos trabalhar de forma integrada com produtoras digitais, assim como acontece no restante do mercado publicitário.

E a Petrobras, hein?

junho 9, 2009 by

logo_petrobras

Bom… O caso do Blog da Petrobras é para mim um dos melhores exemplos de como a lógica da comunicação está sendo revolucionada. Sem querer vestir a camisa da Petrobras ou dos jornais, o caso aqui é de flagrante sobre como o jornalismo precisa ser repensado em tempos de ferramentas gratuitas e abertas a todos, inclusive empresas.

O “outro lado” agora tem como buscar mostrar as informações da forma que lhe for mais conveniente e assim consegue sair das cordas de um jeito muito mais fácil e eficiente em relação à pressão que a imprensa “tradicional” lhe impunha. Suas versões, portanto, não ficam restritas às notas de rodapé tão comuns do jornalismo. Ganham a manchete e tornam o debate muito mais aberto e público.

Gente muito mais graduada já escreveu sobre esse assunto (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, sendo este último link o que acho mais interessante, por acabar meio que resumindo bem a história toda), com as opiniões mais diversas e alimentando a polêmica com muito sucrilhos. Mas o mais importante nesse caso é analisar mais a fundo e ver que na verdade esse tenha sido efetivamente o começo do fim da imprensa tradicional brasileira.

E o que isso tem a ver com a propaganda? Uai, sô! Tudo.

Basta ver a dublagem profissional em cima do comercial da reinvenção da GM e lembrar a reedição do comercial da Dafra, simplesmente esculhambando com a marca e seus produtos.

Decididamente, portanto, não podemos mais tratar a comunicação com o olhar “você pode ter a informação que quiser, desde que seja preta”. O público simplesmente não aceita mais isso. E o que me parece mais saudável é que as empresas e instituições em geral começam a ter a mesma reação.

Enfim… Por falta de emoção é que a gente não morre mesmo. Por enquanto, o placar na minha opinião é Petrobras 10 x 0 Jornais.

Um pouco de história…

junho 4, 2009 by

Antigamente – no mundo digital isso pode significar apenas meses – para navegar nas redes sociais bastava você estar conectado a um computador com acesso à Internet.

Rapidamente a cultura de manter-se conectado foi disseminada. Surgiram soluções de comunicadores instantâneos como o ICQ, e quem não lembra do seu som característico “oh oh”. Muitas pessoas ficavam horas esperando ouvir aquele barulhinho com uma mensagem para você. Havia também aquele vizinho chato no trabalho que insistia em deixar o som ligado fazendo aquele barulhindo do chamado a toda hora, sem contar com o som de máquina de escrever ao digitar as mensagens, o som de um lembrete de aniversário e aquela buzina para chamar sua atenção.

Na mesma velocidade que o ICQ surgiu, logo todos seus amigos estavam presentes no famoso MSN Messenger, comunicador instantâneo da Microsoft que domina o mercado até hoje, com mais de 40 milhões de usuários no Brasil. E as versões a atualizações do MSN traziam cada vez mais recursos interativos e formas de comunicação com texto, som, fotos, vídeos e para os usuários mais avançados tornou-se uma ferramenta de assistência remota. O mercado publicitário não consegue mais viver sem ele. Com o MSN agências falam com veículos, com clientes, discutem propostas, brigam com atendimentos e tem gente que é até mandada embora por escrever besteira e ser pega pela monitoria da empresa. Com certeza o conteúdo de mensagens que são trocadas no MSN, apesar de serem curtas, dariam para escrever um dos maiores livros da história.

Mas a necessidade das pessoas de comunicação não parou por aí. Logo surgiu o “voyerismo online”, conhecido também como Orkut. Assim que foi descoberto uma corrida insana por popularidade começou. Todo dia as pessoas conectavam nessa comunidade para ver quantos novos amigos o adicionaram ou para adicionar tantos quantos conseguisse. Mesmo que fosse aquela pessoa que nunca conversamos, ou falamos apenas uma vez, colegas, amigos, conhecidos, melhores amigos e desconhecidos. Valia adicionar qualquer um para que essa pessoa se sentisse popular, sexy ou confiável. Quando a corrida esfriou chegou a hora de cuidar da vida dos outros. Ver os scraps, os amigos, os depoimentos e fuçar em todas suas comunidades. Até que uma bela manhã, para o desespero de muitos, o Orkut ganhou uma nova funcionalidade: agora você pode ver quem acessou o seu perfil! Dava quase para ver o rosto vermelho de muitas ex-namoradas que continuavam acompanhando a vida do ex, amigos que você não lembrava mais, invejosos querendo saber o que você estava fazendo e todo tipo de curioso.

Então começou a ficar difícil seguir todo mundo e acompanhar a quantidade de conteúdo que era gerada. Fotos, vídeos, mensagens etc. Eis que surge o Twitter, uma ferramena que permite que o usuário siga outras pessoas e através de frases curtas saiba o que ele está fazendo ou sentindo.

Lógico que as ferramentas citadas são apenas alguns exemplos ilustrativos dentre a infinidade de ferramentas que temos nas redes sociais, como o You Tube, Facebook, My Space, Blink, Last FM, Blogs, Fotologs e muitos outros.

Mas com tanta informação não é mais possível para os fanáticos esperarem até conseguirem chegar em um computador, por isso os aparelhos móveis ficam cada vez mais sofisticados e interligados com as redes sociais. O celular é o principal. Com um único aplicativo é possível atualizar todos os seus perfis ao mesmo tempo, além de seguir todos os seus amigos e conteúdos de interesse. Mas vamos aguardar quais serão as próximas redes que surgirão.

Discorrendo sobre este blog

junho 4, 2009 by

Bom… Depois de um dia de e-mails, juntou-se uma galera para mais um blog na web. Entre os perfis, o ponto em comum de todos serem profissionais do mundinho da propaganda, com experiências diversas, boas histórias e pontos de vista sobre o mercado que concordamos nós terem de alguma relevância, ao menos a ponto de serem compartilhadas num blog.

Os meninos que aqui estão são todos uns fofos. Sençíveis – sim, com “ç” mesmo – e bastante tolerantes. Por isso, é sempre bom alertar sobre possíveis  momentos de catarse em forma de posts o que de forma alguma quer dizer desrespeito à audiência em construção, pelo contrário.

Planejamento, Mídia e Atendimento estão reunidos aqui. Mas muito mais que falar apenas de suas respectivas áreas de atuação, pretendemos colocar aqui nossas abordagens sobre a comunicação nestes novos e admiráveis tempos novos.

Bem… Falar mais sobre isso agora é a meta deste blog. Esperamos poder esclarcer suas dúvidas e levantar tantas outras.

Agora, vamo que vamo.


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